Uma lente sobre a forma
Fernanda Sonda desenha para a mulher que vive muitas coisas dentro de um mesmo dia. Essa leitura vem antes do croqui e organiza tudo o que acontece depois, da matéria escolhida à modelagem que origina a peça.
Moda feminina brasileira de assinatura autoral, com a alfaiataria contemporânea como método de pensar a forma.
A matéria
A matéria é a primeira tradução de uma intenção. E para a nós a intenção vem do porquê de existir, é o fator que reverbera a verdadeira versatilidade e atemporalidade em cada criação, seja com a seda, linho, jacquard, forros, ferragens e componentes de construção.
Todos entram pela função que cumprem dentro da peça, estruturar ou acompanhar, tocar o corpo de perto ou abrir espaço ao movimento. Dessa escolha dependem o caimento, o comportamento no uso e a permanência da forma.
O couro, sem estação
Todo couro utilizado nas peças Fernanda Sonda é natural. Cada pele carrega granulação, espessura, superfície e maleabilidade próprias, e é essa leitura que define a presença da criação, mais leve ou mais estruturada, mais fluida ou mais marcante.
A personalização vem do mesmo domínio. Em determinadas criações, a cliente decide cor, textura e acabamento dentro de uma cartela extensa desenvolvida pela marca. A peça permanece Fernanda Sonda e ganha nuances de quem a veste.
O fazer
A alfaiataria feminina contemporânea da marca vive na relação entre proporção, modelagem e construção. Saber quanta estrutura uma peça pede, onde a matéria sustenta e onde cede, como o acabamento altera o modo de vestir.
Esse domínio percorre o desenvolvimento inteiro, do desenho ao último detalhe aplicado, e o trabalho manual atua onde a execução muda o resultado.
O tempo e a peça
A permanência começa nas decisões de origem. Proporção resolvida, matéria bem lida, construção precisa. Uma peça assim atravessa contextos com presença, cor e assinatura intactas.
As coleções se recombinam entre si e seguem válidas fora do calendário que as originou.